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Estabelecer rotina auxilia os estudantes durante as aulas remotas, diz psicopedagoga

Estar com a câmera do computador ligada durante as aulas remotas não significa, necessariamente, que o estudante esteja atento às explicações dos professores. Os estímulos eletrônicos, como jogos online e conversas paralelas em aplicativos de mensagens, além de distraírem crianças e adolescentes, se tornaram uma preocupação aos pais e educadores neste período de educação híbrida.

Mesmo em casa, aproximar o estudante a uma rotina semelhante à vivida na escola é essencial para que ele consiga cumprir com os prazos estabelecidos e absorver os conteúdos didáticos, como observa a psicopedagoga do Colégio Notre Dame, Roberta Baldo de Azevedo. “O tempo de aula online deve estar de acordo com a idade da criança ou adolescente, pois a concentração e atenção são necessárias para o aprendizado”, pontua. “Com os maiores, o diálogo constante, os limites comportamentais, o estabelecimento de regras e o acompanhamento tornam-se necessários”, orienta Roberta.

Enquanto os educadores tiveram de adaptar os métodos de ensino para as plataformas virtuais, os pais ou responsáveis pelos pequenos ou jovens educandos precisam conciliar a carreira profissional com a educação dos filhos. Por isso, como enfatiza a psicopedagoga, a abertura de um canal de diálogo e de troca de informações entre as famílias e as escolas torna-se imprescindível para o momento em questão. “Os pais precisam ser informados em relação à participação dos filhos nos momentos online, o envolvimento, a realização de tarefas e o resultado nas avaliações. Estes são bons indicativos de como está o rendimento e se a aprendizagem está acontecendo”, diz.

Estímulos

Para evitar que a falta de organização tenha reflexos na vida estudantil, Roberta afirma que os pais devem estimular algumas habilidades, conforme a faixa etária do estudante, como o ato de guardar os próprios brinquedos após o uso para desenvolver o senso de responsabilidade nos pequenos. “É importante organizar o ambiente de estudo, auxiliar a criança na organização dos materiais e na realização das tarefas, conversar sobre a aula e perguntar o que a criança aprendeu no dia. Dar atenção e valorizar o que ela consegue fazer é uma maneira de demonstrar amor”, esclarece.

Ainda que o distanciamento social esteja despertando as emoções dos estudantes, que assim como os adultos estão aprendendo a lidar com as consequências pandêmicas, a psicopedagoga pondera que a tecnologia está sendo uma ferramenta essencial para a manutenção do vínculo da comunidade escolar. “As crianças estão envolvidas nesse contexto também estão passando por este momento difícil. E, muitas vezes, com dificuldades maiores por conta da imaturidade que é natural nesse período de desenvolvimento”, explica. 

Fonte: O Nacional

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