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Banho de cascata, degustação de cachaças e mais: Maquiné lança roteiros para quem opta pelo turismo rural

Cruzar estradas de terra em meio a montanhas e paredões de pedras, atravessar pontes onde os riachos passam por cima delas, desfrutar de um banho de cascata, contemplar o verde abundante na paisagem e ainda, se quiser, finalizar a experiência deliciando-se com mel e cachaça direto do produtor. Essas são algumas das propostas de turismo rural em Maquiné, no Litoral Norte, ofertadas por uma empresa especializada de Osório, em parceria com a prefeitura de Maquiné. 

Um dos roteiros experimentais, por ter sido o primeiro, foi realizado no sábado (30) para convidados. Distribuído em três veículos abertos – dois deles ônibus adaptados e uma jardineira de madeira construída a partir de um Ford 1932 –, o grupo passou mais de oito horas conhecendo algumas das atrações presentes no município de 6,9 mil habitantes. 

Segundo o prefeito de Maquiné, João Marcos, a administração municipal sempre teve a intenção de formalizar roteiros nas comunidades existentes na zona rural. A parceria veio com a Transflor, uma empresa de transporte de Osório.  

— Temos muito potencial a ser trabalhado de forma sustentável. Nossa intenção é fomentar o turismo rural e o trabalho dos produtores locais, apresentando, por exemplo, o mel e a cachaça premium produzidos na nossa cidade — comentou o prefeito. 

No passeio realizado sábado, os convidados se reuniram na frente da igreja matriz Santo André Avelino e foram divididos nos veículos, tentando manter distanciamento social e deixando apenas as próprias famílias próximas. A primeira parada ocorreu em Barra do Ouro, primeiro distrito de Maquiné, onde o município nasceu. Fica distante 24 quilômetros do centro da cidade, a cerca de 50 quilômetros de Capão da Canoa. Lá, foi apresentada a igreja Nossa Senhora da Piedade, que completará 100 anos em 2022.  

Na sequência, cruzando as entradas e surpreendendo os moradores locais, que acenavam aos visitantes, o grupo partiu rumo à cascata do Garapiá, localizada dentro de uma propriedade particular. A queda d’água tem 12m de altura e a piscina natural no entorno tem de 1m (parte inicial) a 9m (próximo da cascata) de profundidade. A água é cristalina. 

Para chegar ao local foi necessário deixar os veículos a cerca de 1km e caminhar cruzando uma ponte pênsil sobre o Rio Forqueta e outra de concreto, onde a água de um riacho passava por cima. Foi hora de tirar o calçado, manter a cautela e as passadas firmes. A dica principal é ir de tênis para fazer a trilha com tranquilidade e levar uma muda de roupa, toalha e um chinelo. Para chegar à cascata é preciso pagar R$ 10 para o proprietário da área. A contribuição ajuda a manter o local organizado e limpo. 

Depois de quase duas horas na cascata, o grupo voltou aos veículos e seguiu rumo ao almoço no Recanto do Sossego, uma pousada com restaurante e cabanas às margens do Rio Forqueta, em Linha Pedra de Amolar. O valor do bufê com comida típica italiana é R$ 25, mas é possível optar por outras propostas do cardápio à la carte.  

Na volta ao passeio, borboletas azuis e amarelas acompanharam os ônibus nos trechos de mata mais fechada. A parada seguinte foi no Apiários Ritter, na Estrada Geral. Durante a explanação de como é realizado o trabalho dos produtores locais, os convidados puderam experimentar diferentes tipos de mel, de forma pura ou em fatias de cuca caseira. O produto é revendido a uma empresa de Santa Catarina, de onde é exportado para a Alemanha e para o Canadá.  

O endereço seguinte foi na De Arcanjo Cachaçaria de Alambique, responsável pela produção da premiada cachaça Água de Arcanjo, vendida em todo o Brasil e exportada para a Ásia e a Europa. Patrícia Neres, uma das sócias da empresa, apresentou aos convidados o processo de produção. Cada um pode provar diferentes tipos de bebida feitos pela cachaçaria, incluindo os licores de banana e laranja.   

A  parada final foi na Associação do Produtor Orgânico, onde, além de experimentarem suco de açaí, os visitantes puderam ir às compras de frutas da época produzidas de forma orgânica no município. 

De acordo com o prefeito de Maquiné, depois da aprovação da experiência inicial, o turismo rural entre lagoas e vales – como Mundo Novo, da Solidão, do Pinheiro e da Cascata do Garapiá – do município começa a funcionar a partir desta semana. Ainda há, porém, roteiros na fase final de elaboração. Os agendamentos são feitos com a Transflor e o visitante poderá optar, de acordo com o interesse, por diferentes caminhos dentro de Maquiné.

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