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Dezembro Laranja: prevenção do câncer de pele começa na infância

A campanha Dezembro Laranja alerta para os cuidados com a proteção contra a exposição solar e prevenção do câncer de pele. Neste ano, o foco da campanha aborda as crianças e adolescentes, que além de participar da conscientização sobre o tema divulgando informações entre a família e pessoas próximas, devem estar atentos para as medidas de fotoproteção.  

 A médica dermatologista do Hospital de Clínicas (HC) de Passo Fundo, Dra. Juliana Mazzoleni Stramari orienta sobre os hábitos que os pais e familiares devem adotar para a proteção infantil. “Em crianças de até 6 meses de idade não se deve usar protetor solar e, sim, evitar a exposição solar direta. Dos 6 meses aos 2 anos de idade o ideal é usar protetores solares específicos para bebês. Orientamos usar um fator pelo menos 30 que deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição ao sol, lembrando que é necessário reaplicar de 2 em 2 horas, se houver muita transpiração ou entrar na água. O protetor solar não é o único cuidado contra a radiação ultravioleta, é importante também a proteção solar, ou seja, usar chapéus, roupas de algodão ou com proteção UV, óculos de sol e evitar a exposição solar das 10h às 16h.” explica. 

 Efeitos da exposição solar são cumulativos 

 Os danos causados pela exposição solar podem se manifestar em diferentes etapas da vida. “Os hábitos de exposição solar na infância são capazes de influenciar tanto no envelhecimento quando no desenvolvimento do câncer de pele. Por isso, é importante que os pequenos tenham conhecimento, desde cedo, da necessidade de cuidar da pele a partir de hábitos de fotoproteção.” pontua a dermatologista, membro do corpo clínico do HC. 

“Sabemos que a exposição à radiação ultravioleta tem efeito cumulativo durante a vida e é o principal fator de risco para desenvolver o câncer de pele, se manifestando com mais frequência a partir dos 40 anos de idade.” completa Dra. Juliana Stramari, que também é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e integra o Grupo Brasileiro de Melanoma (GBM). 

 Dados do o Instituto Nacional do Câncer (INCA) alertam para o surgimento de 177 mil novos casos de tumores não melanoma e 8,4 mil casos novos de câncer de pele do tipo melanoma. “Qualquer pessoa pode desenvolver um câncer de pele, porém existem pessoas mais propensas, como as que se expõe muito ao sol, que tem pele clara, indivíduos com histórico familiar de câncer de pele, múltiplas pintas pelo corpo e pacientes imunossuprimidos e/ou transplantados.” evidencia. 

Sinais de alerta e prevenção  

 Ter atenção à pele é fundamental para identificar qualquer alteração precocemente. “Devemos prestar atenção em feridas que não cicatrizam, lesões avermelhadas com crostas e que sangram facilmente, pintas que tenham mais de uma cor, formato irregular e que aumente de tamanho. O recomentado é consultar com um dermatologista pelo menos uma vez ao ano para um exame completo da pele, mesmo que não tenha notado nenhuma lesão diferente, pois muitas vezes o dermatologista identifica lesões iniciais ainda não percebidas pelo paciente.” enfatiza a dermatologista. 

 Quando diagnosticado precocemente as chances de cura chegam a 90%. “O principal tratamento é a remoção cirúrgica. Após a remoção, a lesão é analisada por um patologista e a biópsia vai determinar se serão necessários outros tratamentos complementares. Se diagnosticado e tratado precocemente, o câncer de pele tem taxas de cura superiores a 90%.” destaca a dermatologista do HC, Dra. Juliana Stramari. 

A especialista relaciona uma série de orientações para a prevenção do câncer de pele:  

– Evitar a exposição solar entre 10 e 16 horas 

– Usar protetor solar com fator de proteção solar (FPS) no mínimo 30 

– Lembrar que o protetor solar deve ser usado diariamente e não somente no verão e em horários de lazer.  

– Importante complementar a proteção solar usando chapéus, camisetas e óculos escuros 

– Faça o autoexame da pele regularmente. 

– Ao perceber qualquer lesão diferente, procure um médico dermatologista. 

Fonte: O Nacional

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